Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pois é, né...

Preciso contar um segredo. Às vezes eu me deparo com situações em que eu ponho meu jeito de ser, meu modo de pensar e minha personalidade sob escrutínio para ao final concluir uma coisa que, na realidade, eu sempre soube.

Enquanto vou vivendo, vou conhecendo gente de todo tipo, de muitas origens diferentes e com muitas histórias para contar. Só que, de vez em quando, conheço também pessoas com quem não vale a pena perder meu tempo. No momento em que começo uma conversa com uma pessoa dessas, não é difícil perceber que ela pertence a esse "grupo": a risada para preencher a falta de assunto, o comentário de crítica rápida ao lugar onde estamos ou às pessoas em volta, a grosseria disfarçada de "sinceridade", etc.

O pior vem quando se tenta iniciar uma conversa com essa pessoa. Como um carro com problema no motor, a conversa começa e "afoga" a cada tentativa. Essa pessoa vai falar constantemente que ele(a) ou ela(e) é bonito(a) mas o(a) outro(a) é feio(a), que isso e aquilo é "estranho" (porque não sabe dizer diferente), entre outras coisas que - neste ponto, felizmente - a perda de assunto não nos permite escutar. Nesse meio tempo, eu me pergunto "será que eu peguei 'síndrome de intelectual' e acho essa pessoa boba demais pra mim porque me tornei esnobe?". Depois de ouvir um pouco mais, a resposta é não: essa pessoa não tem a capacidade de perfurar o tecido superficial das conversas banais, nem que seja incentivada.

Uma dica: deixe pra lá. Sorria e pense que as pessoas no mundo são muito diversas, porque afinal só a diversidade pode abarcar gente assim. No final do dia, você sabe quem você é, o que você pensa e quem você quer (e melhor ainda quem você não quer) manter dentro da sua vida.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mudança

Um fato que ocorreu há alguns dias me deixou intrigado e pensando na vida. Uma amiga alemã minha voltou ao seu país e deixou vários sachês de chá comigo, que ela não teve tempo de beber. No princípio pensei "chá?", porque desde alguns anos atrás eu me tornei um viciado completo em café preto, cultuando a bebida quase como uma divindade do cotidiano.

Foi quando eu resolvi abrir um dos pacotinhos de chá verde, pôr água quente na xícara, fazer a infusão e começar a bebericar. Senti meu corpo relaxar com aquele momento, eu tomando uma xícara de chá sozinho no meu quarto. Desde então, há aproximadamente uma semana, tenho tomado bastante chá todo dia, e abandonei o café.

Isso é bastante bobo e sem relevância, mas me dei conta de que mudanças drásticas acontecem na vida de uma pessoa a qualquer momento. É interessante a maneira como ontem eu bebia café preto todo dia e agora me derreto por um chá, como alguém que joga tênis como hobby pode deixar totalmente de sentir prazer naquilo, como eu sinto que necessito uma pessoa aqui e agora hoje mas posso me esquecer dela em poucas semanas, meses, anos. No processo de mudança que ocorre em nossas vidas, praticamente a única coisa que conservamos é o nome que nossos pais nos deram quando nascemos. O tempo cura tudo, como dizem. Além de curar, ele também pode fazer com que você seja um milhão de pessoas diferentes nos seus breves 70, 80 anos de vida.

"Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou. Se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor."

sábado, 4 de junho de 2011

Me deixa em paz





Eu tenho a capacidade de amar além das limitações que me impõem.
Eu acredito que semear o amor da forma que ele vier é muito melhor do que diferenciar quem deve ser amado de quem não deve.
Eu tenho a convicção de que atos de carinho não são exclusivos para esse ou aquele tipo de pessoa.
Eu creio na harmonia entre os mais diversos indivíduos.
Eu tenho conhecimento de que a convivência não é simples ou fácil, e que volta e meia teremos problemas;
Mas eu também sei que essas barreiras podem ser transpostas justamente com o amor que, em minha concepção, não deve ter fronteiras.
Eu não entendo como se podem renegar filhos, irmãos e amigos por quaisquer razões.
Eu também não consigo compreender como o que você demonstra ser, pensar e gostar pode ser usado contra você exatamente pelo fato de você ser diferente.
Eu não tenho dúvida de que há mais diversidade entre as pessoas do que as suas classificações científicas podem me dizer;
E eu sei que existem muitos que têm medo de caírem fora do molde dessas classificações e serem acusados de amorosos.

Em resumo, eu abomino a ideia de ver uma massa de pessoas incompreensivas tentando se separar de um grupo de pessoas cujo único pedido e única diferença é que as deixem em paz.

Não, isso é um poema. E este poema só quer ser deixado em paz.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Relógio

A pulseira do meu relógio estragou. É um relógio que eu tenho há no mínimo um ano, mas não lembro bem quando comprei. No visor, ele tem um pequeno espaço em que mostra o dia do mês. Como ele estragou, minha mãe resolveu tirá-lo do meu pulso para mandar arrumar, e me deu, provisoriamente, um relógio velho dela.

O curioso é que, exatamente onde o outro relógio mostra o dia do mês, este mostra os segundos passando. O que acontece é que, por vezes, eu me pego procurando que dia do mês é hoje e vendo os segundos passarem. Até perceber que aquilo não é o dia do mês, nem meu relógio, eu me assusto.

Uma coisa que me veio à cabeça é que, dependendo do ponto de vista, os dias do ano realmente passam na mesma velocidade em que os segundos correm em um minuto, uma hora, um dia. Volto a observar o tal relógio de feirinha, imaginando que aqueles segundos correndo são realmente os dias. E não são?