quarta-feira, 13 de julho de 2011

É?

"Eu te amo.
Vai ser tão estranho voltar e não te ver todo dia.
Vamos manter contato!
Ha ha ha ha!
Vamos ser amigos eternos.
Só mais uma.
Vamo, vamo lá! Só se vive uma vez!
Vou sentir muitas saudades.
Eu te amo."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tu es beau



Se pego tua foto
Curvas plásticas, rosto de vencedor, sorriso convencido
E queimo junto à minha
Um escarro dos fundos do pulmão preto da beleza
Nós dois nos tornamos as mesmas cinzas

切ない

Nem sempre estar sozinho é estar só
Nem sempre estar só é estar sozinho
Mas às vezes dá um medo de estar junto
De dividir a cama
De dividir o sorriso
De dividir a vida

Amar gente dói, gente amada cura
Dizer adeus é uma bala amarga de recheio doce
Nem todo sentimento tem nome
Às vezes fere, às vezes alivia
Setsunai.

Embora todos vêm e vão,
Eles não vão de verdade
Então por que não se ferir?
O que se perde com a ferida é a pele
E através da pele não passa nada
A água que importa
Vai toda pelo ralo

Sai sangue, o corte arde
Mas não é melhor do que não sentir?
Assusta, amedronta
Mas não é melhor do que não querer?

sábado, 4 de junho de 2011

Me deixa em paz





Eu tenho a capacidade de amar além das limitações que me impõem.
Eu acredito que semear o amor da forma que ele vier é muito melhor do que diferenciar quem deve ser amado de quem não deve.
Eu tenho a convicção de que atos de carinho não são exclusivos para esse ou aquele tipo de pessoa.
Eu creio na harmonia entre os mais diversos indivíduos.
Eu tenho conhecimento de que a convivência não é simples ou fácil, e que volta e meia teremos problemas;
Mas eu também sei que essas barreiras podem ser transpostas justamente com o amor que, em minha concepção, não deve ter fronteiras.
Eu não entendo como se podem renegar filhos, irmãos e amigos por quaisquer razões.
Eu também não consigo compreender como o que você demonstra ser, pensar e gostar pode ser usado contra você exatamente pelo fato de você ser diferente.
Eu não tenho dúvida de que há mais diversidade entre as pessoas do que as suas classificações científicas podem me dizer;
E eu sei que existem muitos que têm medo de caírem fora do molde dessas classificações e serem acusados de amorosos.

Em resumo, eu abomino a ideia de ver uma massa de pessoas incompreensivas tentando se separar de um grupo de pessoas cujo único pedido e única diferença é que as deixem em paz.

Não, isso é um poema. E este poema só quer ser deixado em paz.

domingo, 1 de maio de 2011

Nudez

Às vezes eu me pergunto porque a nudez é um tabu em tantas sociedades. E se nós andássemos nus por aí? Quem (ou quando se) teve a ideia de esconder a beleza ou a feiúra do corpo humano, exatamente na porção dos nossos corpos que gera novos seres humanos, que procria, que nos mantém existentes neste mundo?

Outra coisa interessante é como nós convencionamos nossos padrões de beleza física. Não ser forte ou ter os músculos à mostra é uma coisa muito mal vista em um homem; mulheres que têm um pouco mais de gordura no corpo do que o usual se consideram feias. Ter pêlos ou não é uma coisa que, apesar de variar de uma cultura para outra, também é determinante no julgamento de uma pessoa como atraente ou não atraente.

Falo isso porque acho que as pessoas deveriam ter mais contato e mais naturalidade com a (própria e alheia) nudez e com seu corpo. Não apenas "as pessoas", como se fosse uma entidade inexistente: eu também. É estranho como nós nos sentimos estranhos quando estamos nus, quando na verdade estamos somente despidos de tudo que é desnecessário, deixando só a essência aparecendo. Nós mesmos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pensamento de tabaco

Ele, sentado naquele banco, acende um cigarro
Bate o peito de cada pé contra o chão
E pensa
Pensa
Pensa
Pensa
(...)
Até perceber que, na verdade, ele não está pensando em nada
O que ele quer mesmo é sentir a brisa gelada
E esvaziar a cabeça à medida que o cigarro queima
Mas, então, ele começa a pensar
E pensa
Pensa
Pensa
(...)
Até se levantar, olhar em volta, ver as luzes da cidade do alto onde está
E parar de pensar.
Ele se senta novamente.
Um momento.
Mas então ele pensa que tem que pensar de novo
E pensa
Pensa
Pensa
Pensa
(...)
E não chega a solução alguma.
Ele joga o cigarro fora, pisa em cima dele, e compara sua existência à daquele toquinho de cigarro apagado, sendo esmagado por alguém que o usou.
Mas fazendo isso, ele está pensando.
E pensa,
Pensa
Pensa
Pensa
(...)
...E acende outro cigarro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O café ainda não esfriou!


Sei que tenho estado ausente deste blogue nos últimos meses - aliás, ausente de qualquer coisa que exija redação e abstração... -, mas gostaria de dizê-los que ainda tenho planos para a enferma existência deste endereço. Assim, quem quer que esteja lendo, seja apenas eu ou mais alguém, por favor, não desistam dele. Seguindo o "tema" (título) do blogue, deixo-lhes com a forma mais gostosa de servir um café: às 6:30 da manhã de uma segunda-feira, numa lancheriazinha perto da rodoviária, sendo sorvido por um trabalhador da construção civil cuja jornada de hoje vai longe...